quarta-feira, 27 de abril de 2011

Faltou virar a Mesa!


Crítica do Espetáculo "A Mesa" da Cia Intiquietos, da Cidade de Nova Mutum-MT, com direção de Alexandre Carrara.

O Yin e o Yang poeticamente vem pôr em discursão as dores do mundo tão conflitante em que vivemos, passando pelos sentimentos e evoluções do homem pós-moderno, mostrando as dores e as alegrias, e levando o público a uma verdadeira batalha de sentimentos e à reflexão do sim e do não.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Trem Bão!"

Crítica de "E Toda Vez Que Ele Passa Vai Levando Qualquer Coisa Minha", da Cia Delirvun Teatro e Dança, de São Simão-SP, Direção de João Butoh.

Com uma estrutura de espetáculo de dança, mas sem dança, a cia. de S.Simão contou uma história, apesar de não ter uma palavra, muito clara. Situações de uma vida de espera, um trem que leva sentimentos, pessoas e histórias. Com um grupo formado exclusivamente por atores de terceira idade, o diretor João Butoh, acostumado a nos apresentar espetáculos orientalizados, não fugiu de seu habitat natural, mesmo sem a verticalidade do Butoh, do Nô, a peça fazia vertes de um teatro oriental, ou pelo menos um esboço dele. "E Toda Vez..." segue numa trilha musical constante, num ritmo lento e acaba decrescendo.

domingo, 17 de abril de 2011

Além do Histórico, do Pop-Dark e da Chuva

Crítica do espetáculo "Sua Incelença, Ricardo III" do Grupo Clowns de Shakespeare, Direção de Gabriel Vilela. Com fotos de Daniel Sorrentino.

Eu não estava presente em 1992, no Morro Vermelho, na pré-estréia de Romeu e Julieta, do Grupo Galpão, mas conta a história (e o DVD) que caiu uma forte chuva, e enebriados por mito e mágica, ninguém saiu, público e atores continuaram alí, lavados. Só fui assistir Romeu meses depois no Sesc São José dos Campos, mas sonhei fazer parte da platéia mineira, testemunha ocular da história do teatro nacional. Não foi a estréia, mas certamente será mítico. O mesmo diretor de Romeu e Julieta, Gabriel Vilela depois de muitos anos, volta ao teatro de rua, e na segunda apresentação em Curitiba, nesta comigo na platéia,

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Morrendo de sede em frente ao Mar

Crítica do espetáculo "Do Outro Lado do Mar" da Cia do Teatro Gente, de Salvador-BA

Quando sentamos nas cadeiras espaçosas do Teatro José Maria Santos, e olhamos para o palco, a expectativa aumenta: Com alguns pequenos recursos de luz, um pouco de sal grosso (não tão pouco assim), damos de frente a uma praia imensa, mágica e bela, cenário e luz magnificas. É aí que começa o grande espetáculo, que acaba não sendo propriamente a peça teatral que descorre naquele palco, e sim a trilha sonora executada ao vivo, criada e maestrada brilhantemente pelo Mestre Bira Reis, com pesquisa de Ana Bela. Só a trilha já vale a ida ao teatro. Os atores Ana Maria Soares e Everton Machado são excelentes, brincam com nuances, dominam o palco e com a direção de Suelma Costa fazem as figuras mais poéticas com seus corpos. Mas com todas essas qualidades que descrevo acima, era pra ser "o espetáculo", mas não é. Ainda saimos do teatro decepcionados. As enormes qualidades se tornam individuais, não se integram, não se permeiam, não se tornam coletivas. A verborragia do texto do angolano José Mena Abranches parecem ter uma parcela de culpa. A peça não apresenta um climax. Tudo é bom, menos o espetáculo como um todo. Cenário, Luz, Figurino, Atores, Trilha nadam, nadam, mas o público morre na praia.

Leve como um lazzi

Crítica do Espetáculo "As Espertezas de Arlequim" da Cia Arte Comédia, de Curitiba-PR, direção de Roberto Innocente.

Chegamos na belissima praça da pomposa Faculdade federal, esperamos alguns minutos, sentamos numa roda bem pequena e pronto: A magia do teatro de rua foi lá e se estabeleceu. A simplicidade de "As Espertezas de Arlequim", da Cia curitibana Arte da Comédia, prova mais uma vez que o tradicional teatro popular ainda diverte, regozija e cumpre seu papel. O espetáculo conta a história dO velho Pantaleão que quer casar com Ricciolina, mas o Arlequim, seu criado também está apaixonado por ela. Mas Ricciolina não quer nenhum dos dois, um é velho, o outro é criado, prefere um jovem bonito e rico da cidade, mas não aparece ninguém. Com figurinos corretos e delicados (Exceto o da Bruxa que foge do contexto restante) e com um cenário que é uma versátil e bem usada janela, os atores talentosos e rápidos conduzem fácilmente a platéia, a atriz Susane de Deus Bueno têm jovialidade e força, mesmo lhe faltando as vezes a jocosidade e malícia natural da comédia Dell" Arte que vemos de sobra nos dois outros contracenas. Um espetáculo direto, bem feito e que dá beleza e orgulho a palavra tradicional. Aliás, o desfexo é de uma irônia simples e genial, parabéns Príncipe do Festival.

sábado, 9 de abril de 2011

Festival

1. No Outro Lado do Mar, 2. As Espertezas de Arlequim, 3. E toda vez que ele passa vai levando qualquer coisa minha..., 4. Sua Incelença Ricardo III, 5. A Timida Luz de Vela das Últimas Esperanças, 6. As Mulheres da Rua 23, 7. A Mesa, 8. A Megera Domada, 9. Navalha na Carne, 10. Como ser uma pessoa pior, 11. Vinda da Zona, 12. A Pereira da Tia Miséria, 13. Dona Baratinha da Silva Só, 14. Pra Onde vão os Brinquedos?, 15. Depois daquele Baile, 16. Banana Mecanica, 17. Pai, 18. Laranja Mecanica/Trash Laura Brown,