quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Festival de curtas exibe Marcada a Ferro Quente neste domingo

O Festival Nacional de Curtas do Rio de Janeiro exibe o curta Marcada a Ferro Quente, do cineasta Valter Vanir Coelho, o filme fala sobre uma mulher que tenta desesperada apagar uma tatuagem do nome de um ex-namorado.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Tem muita coisa em Não Nem Nada, da Cia Empório de Teatro Sortido

Num ritmo frenético, a Cia Empório de Teatro Sortido, sugere ao público paulista uma reflexão dessa nossa vida cotidiana e rir dos pequenos detalhes e das inúmeras coisas que compõe a sociedade, dita, moderna, sem freios e medo de julgá-las. 
É assim com o espetáculo "Não Nem Nada" do estreante (e ótimo) diretor Vinicius Calderoni, que extrai do quarteto de atores jovens (Geraldo Carneiro, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes) uma dinâmica desesperada, forte e interessantíssima. A interpretação dos atores não deixa que a plateia pisque os olhos, desfilando uma dezena de personagens da vida moderna, sem nenhuma mudança de figurinos, joga o foco no lado patético do cotidiano, das relações humanas, das relações amorosas, e até no culto as celebridades. 
O tema principal da peça é a superficialidade, e é com leveza e até com uma certa sensação aflitiva que a Cia consegue chegar à um excelente resultado. Destaque para a atuação rápida e minuciosa de Renata Gaspar, mas sem diminuir em nada seus contracenas.
Vale a pena ver esta comédia inteligente, rápida e jovial.

                                                                                                             Texto de Valter Vanir Coelho

domingo, 3 de maio de 2015

Déborah Evelyn merece ser vista em Hora Amarela

Em Hora Amarela, espetáculo escrito por Adam Rapp e dirigido por Monique Gardenberg, vemos um mundo caótico, dominado por alguma guerra e acompanhamos as sobreviventes que convivem com uma nova ordem, onde se esconder e tentar sobreviver é a missão do momento. Intolerância e desespero estão presentes e nos apontam um caminho cruel para o mundo no futuro, a busca pela raça perfeita.
A peça funciona como um grande climax, a diretora é de uma competência cênica inegável e o cenário de Daniela Thomas deixa o sentimento claustrofóbico escorrer para a platéia. 
Com um visual e um clima de cinema hollywoodiano o espetáculo permite que Déborah Evelyn mostre todas suas nuances, e prove o quanto é uma grande atriz, madura, forte e eloquente. Assim como Michel Bercovitch num papel pequeno não deixa de se destacar em suas curtas cenas.
Mas é no restante do elenco que estão os problemas de Hora Amarela, Isabel Wilker (que também assina a tradução) não faz frente á Deborah e sua falta de tônus no palco, em momentos cruciais, deixa claro uma certa inexperiência que a afasta da tensão que a cena exige. Darlan Cunha é sempre reticente, mesmo combinando com seu personagem, sua interpretação acaba ficando monocórdia e novamente Déborah acaba tendo que salvar e injetar animo, teatralidade e força a cena.
O espetáculo vale a pena ser visto, pela dramaturgia diferenciada, renovada e lúgubre, pela grife teatral de Monique Gardenberg, pelo caos que o mundo nos promete no futuro, mas Deborah Evelyn merece ser aplaudida de pé.

Crítica de Valter Vanir Coelho
Diretor Teatral e Teatrólogo

O Circo inventivo do Hugo Possolo encanta em Sala de Espelhos


Hugo Possolo, um dos mestres do circo-teatro da atualidade colocou toda sua inventividade à serviço de renovar e criar elementos surpreendentes e artísticos para os manjados números circenses na peça Sala de Espelhos.

O resultado é um novo olhar para números de lira, tecido acrobático, paradas clássicas, manipulação de bonecos e truques mágicos, etc.
Cavalheiro, um palhaço carismático e curioso (muito bem interpretado e criado por Felipe Oliveira) observa atraves de sua vida um desfile de tipos encantados e sonhos de uma beleza impar e vão aos poucos seduzindo o público presente.
A virtuose que sempre impressiona em artistas circenses ganha teatralidade, humor, leveza e podemos nos impressionar com a cena da lira com as artistas gêmeas Nayara e Nathália Dias, e a poesia quando elas somem e aparecem sob os olhos de Cavalheiro, o tal palhaço gentil, também na força e delicadeza das paradas clássicas de Paulo Maeda e no olhar romântico (e aéreo de) Kadu Mendes e Marina Soveral. Os figurinos de Fernando Fecchio é um show à parte.
De fato é um espetáculo para se ver e se reencantar com o circo, novamente a turma da Cia Parlapatões acertou em cheia.

Serviço:
A peça saiu de cartaz do Alfredo Mesquita onde assisti Mas está em turnê por outros locais, Fique ligado nos comentários que vamos informando onde ver este ótimo espetáculo.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cia de Teatro Acidental propõe discutir o valão (quase o esgoto) de opiniões que domina a atual sociedade

Crítica sobre a peça teatral "O que você está realmente fazendo é esperar o acidente acontecer" da Cia de Teatro Acidental.

Numa mesa reta, feito mesa de coletiva ou congresso, alguns atores leem rubricas e cabeçalhos da publicação do texto O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. E é essa leitura seca que aperta o gatilho para a Cia de Teatro Acidental discorrer sobre temas que povoam as obras de Nelson, mas que atormentam a sociedade até hoje (por incrível que pareça).  Racismo, aborto e pena de morte são citados pelos atores, mas é o tema da homossexualidade que gera mais controvérsias e revela a vontade do grupo: Expor a imbecilidade humana que é exposta quase todo dia nas redes sociais.
O texto é quase uma reprodução do valão de opiniões que lemos todo dia na internet (quase sempre nos coments de qualquer notícia sobre os LGBTs), e esse poço de opiniões (protegidas pelo anonimato) nos mostra o raio-x da sociedade branca, moderna, elitizada e cheia de sitos, onde todo mundo tem opinião sobre tudo, e isso é defendido como verdade absoluta, mesmo que seja repleta de inverdades, preconceito ou ignorância.
A direção de Carlos Canhameiro aposta na inteligência da plateia e não julga ou elege o que pensa ou o que devemos pensar, mas esta forma quase nula de mise-en-scéne fica no limiar do enfadonho, dependendo muito do talento do ator que tem a cena, e isso torna trechos geniais e outros bem modestos, mas a ousadia do diretor é louvável.
A Cia de Teatro Acidental é formada por atores egressos do curso de arte cênicas da Unicamp, e isso apesar de titular não os categoriza como excelentes atores, e sim como artistas contemporâneos, pensadores, analistas, loucos por uma inovação cênica, e tentam. Mas quem do elenco consegue mesmo se destacar é a jovem atriz Mariana Zink (sua cena dublando a musica Kiss Me é impagável).
O maior mérito da montagem é o contexto que ela está inserida: Um projeto de discussão chamado "Ocupação Acidental" que visañ aprofundar temas num mundo tão raso como estamos vivendo. Vale a pena pesquisar sobre esta iniciativa da Cia, vale a pena conferir e pensar sobre o espetáculo "O que Você Realmente está Fazendo é Esperar o Acidente Acontecer" e conferir que um grande acidente está acontecendo na sociedade brasileira e tem muita gente parada esperando liberar o trânsito.

                                                                                                                   Texto de Valter Vanir Coelho
                                                                                                                   Jornalista e Teatrólogo

Serviço:
Oficina Cultural Oswald de Andrade
(R. Três Rios, 363 Bom Retiro)
50 Lugares
De Quinta à Sábado, ás 20h
Gratuito

 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sem mancha e sem defeito

Crítica de "O Homem de La Mancha" musical de Miguel Falabella
 
Com um pouco de esforço e talvez uma certa espera qualquer pessoa consegue assistir gratuitamente a um dos mais belos espetáculos em cartaz na cidade de São Paulo dos últimos anos, e bota anos nisso.
"O Homem de La Mancha" musical dirigido por Miguel Falabella a partir do texto do americano Dale Wasserman chega a quase perfeição como entretenimento e arte.
Com uma história empolgante, que emociona, diverte e desperta o entusiasmo na plateia, o texto nos remete a loucura (ou seria sonho) de Miguel de Cervantes e sua maior obra, Dom Quixote.
O diretor (que sabe como ninguém conduzir uma peça ao show) teve uma brilhante ideia: aproximar o "cavaleiro da triste figura" e seus delírios ao artista plástico Artur Bispo do Rosário, brasileiríssimo, que viveu por toda a sua vida num manicômio e criou obras magnificas. Dois loucos geniais e um visagismo de tirar o fôlego, o figurino (de Claudio Tovar) é não menos impactante do que a luz (de Drika Matheus) que com cores fortes e vivas dá um aspecto ora medieval, ora obscuro, ora feliz e ensolarada.
O espetáculo tem um fôlego impressionante, quando já tudo se sabe, tudo já se estabeleceu, surgem ótimas cenas, como a chegada dos ciganos ou a apresentação da família do velho Quijana num confessionário, mas é na cena dos espelhos que cenário, atores, direção e plateia caem de amor pela obra de Cervantes, pois a cena nos esfrega na cara o quanto o que somos contrasta com o que tornamos.
O prestigio da montagem e tudo envolvido é tanto que nos surpreendemos vendo grandes estrelas do musical brasileiro fazendo papeis pequenos, como Saulo Vasconcellos e Kiara Sasso, mas eles quando aparecem, mostram realmente que não há papel pequeno para grandes atores.
Mas é no trio principal que está o ouro humano da montagem, a comicidade fácil de Jorge Maya (Sancho Pança), a voz e a dramaticidade lírica de Sara Sarres (Aldonza) e o talento irrepreensível de Cleto Baccic como protagonista, esse por sinal com justiça venceu todos os prêmios de musicais do ano de 2014, e se fossemos como nos Estados Unidos que repetem prêmios em anos da peça em cartaz, ganharia novamente esse ano. Cleto canta com a voz que definiu para seu velho, não perde em nenhum momento sua partitura corporal e arrebata os corações com uma força combinada com a fragilidade, delicadeza e doçura.
Porque ver?
"O Homem de La Mancha" vale cada segundo esperando na fila do Teatro do Sesi e se prepare para sair feliz depois de ver um grande espetáculo.

Serviço:
Até 28 de junho
Avenida Paulista, 1313 - Bela Vista - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3146 7406
Quarta a sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 19h.
Reservas pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi.
Cinquenta ingressos serão distribuídos no dia a partir das 13h (quarta a sábado) e das 11h (domingo).
Grátis
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Agência de modelos se especializa em pessoas feias

E se engana quem pensa que os feios não têm mercado. Com um nome óbvio,  a "Ugly Models Agency", a mais conhecida Agência de modelos feios  do mundo, localizada em Londres, na Inglaterra anunciou essa semana que está "bombando". Foi a 25ª agenciadora de pessoas de maior faturamento da Europa. Muitos modelos dessa agência já trabalharam em filmes do James Bond e em inúmeros anúncios publicitários. "Nossos modelos já trabalharam em propagandas da Calvin Klein e já estiveram nas páginas da revista "Vogue" italiana. Há muita demanda para pessoas feias. Por isso temos uma lista de pessoas querendo trabalhar para nós e uma lista gigantesca de empresas querendo contratar os menos favorecids pela natureza." afirmou Marc French, dono da agência, "E muito contracenam com as maiores beldades do mundo", completou o agente "um feio ajuda a realçar a beleza do modelo tradicional". Um dos modelos mais requisitados é o irlandês Dell (foto) que já beijou Angelina Jolie e já posou ao lado de Cristiano Ronaldo, tudo em filmes publicitários, ele um dia como carteiro foi entregar uma encomenda na Agência e foi descoberto: "Não me acho feio, oras sou um modelo, não?" disse ele, apesar do sucesso, Dell falou que sofre preconceito por não ter o padrão comum de beleza entre modelos. "Às vezes não digo que sou modelo. As pessoas não acreditam. Falo que sou faxineiro e deixo por isso mesmo", contou. Segundo French, toda vez há desde velhinhas até motoqueiros mal encarados querendo se tornar modelos, mas nós recusamos por que o que queremos é pessoas muito feias, quanto mais feias melhor!". A pergunta mais pertinente dessa matéria é a seguinte: E você, acha que pode se inscever na Ugly?".
 
Valter Vanir Coelho
Colunista

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Canto da Sereia - Mergulha na boa tv que estava na estiagem criativa



Os elogios a “O Canto da Sereia” são mais do que merecidos, mas pq suas qualidades eram um contraste com o restante da programação da TV aberta. A grande audiência reforça que vale a pena fugir do lugar-comum e do óbvio. O espectador tratado como alguém que pensa, não como um idiota. A série foi um policial atraente, numa Salvador real, com personagens lembrando figuras conhecidas. Não óbvia, Sereia lembrava Ivete (citava Madison Square Garden, e com ex-casos com produtor musical (Luciano Huck foi o produtor e namorado de Ivete no inicio da carreira solo) e ainda muitas vezes subiu em palanques como Sereia, inclusive o da família de ACM). O marqueteiro Tuta Tavares (excelente Marcelo Medici) parecia muito com o marqueteiro de Lula, Duda Mendonça. E o Doutor Jotabê (Marcos Caruso), governador do Estado, obvia referência a notórios políticos locais. Walter Carvalho diretor de fotografia acostumado com cinema, deu um presente e  conseguiu levar o espectador a vivenciar uma tumultuada tarde de carnaval e outras cenas incrivelmente belas. Sem medo de confundir o público, o roteiro de George Moura e Patricia Andrade apresentou a história de forma não linear, em tempos diferentes, distribuindo indícios e pistas falsas. Isis Valverde, mesmo sem potência vocal, conseguiu surpreender, e deixar essa ausência de voz de lado. Camila Morgado entre o frágil e descontrolado saiu-se muito bem. E João Miguel como Só Love, foi o maior achado, ele já entra depois da série para o hall dos grandes atores da TV. Marcos Palmeira, convincente, mas Mandrake, policial da HBO, era muito recente, recomendaria não escalá-lo para um papel tão semelhante. Não vi exageros ou apelação nas cenas de sexo exibidas – todas dentro do contexto da história e do horário exibido. Só soou estranho o tratamento diferenciado dado ao namoro de Sereia e Mara e aos demais encontros amorosos exibidos. Mas o velho preconceito, onde uma pessoa não se choca vendo um tiro na cabeça, mas diz chocar-se com um beijo de amor com bocas do mesmo gênero (pura homofobia). Baseada no romance de Nelson Motta, com o assassino final modificado do livro, a série dirigida por Villamarim foi um respiro dentro dessa tv envelhecida e enfadonha que vem sendo vista.


Valter Vanir Coelho, crítico


 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Deus e o Diabo na Terra do Sol e no Teatro

Um clássico do cinema brasileiro, o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, ganhou versão teatral. A montagem é uma produção da Cia Provisória, núcleo de pesquisa em teatro musical formado por alunos da Escola de Teatro da Unirio. Criada há três anos, a Cia Provisória estreou com a montagem de Calabar, o Elogio da Traição, peça de Chico Buarque e Ruy Guerra, e chega agora ao seu segundo trabalho voltado para uma temática brasileira.


Lançado em 1964 e premiado em vários festivais internacionais, Deus e o Diabo na Terra do Sol é considerado um marco do Cinema Novo e da obra de Glauber. Além de diretor, o cineasta foi responsável pelo argumento, pelos diálogos, juntamente com Paulo Gil Soares, e pelas letras da música da trilha sonora, composta por Sergio Ricardo. O filme conta a história do casal de camponeses Manuel e Rosa, que vivem a fome e a miséria do sertão. Após descobrir que foi enganado por seu patrão, o coronel Morais, Manuel o mata e foge com a mulher, juntando-se aos seguidores de um beato, o Santo Sebastião. “Uma das coisas que nos impressionam muito é a qualidade dramatúrgica da música de Sergio Ricardo, além de toda a força da brasilidade do filme, que já é bem conhecida de todos”, avalia o diretor da peça, Jefferson Almeida. Para ele, a montagem de Deus e o Diabo na Terra do Sol representou um triplo desafio para o grupo, preocupado em estudar a colocação da música na cena teatral. “O primeiro [desafio] foi a transposição, para o teatro, da obra, criada para ser um filme, com linguagem e estéticas próprias do cinema. O segundo, colocar a música, que, no filme, é trilha sonora, como parte do texto da peça, cantada pelos atores, e, por fim, vencer o desafio das possibilidades ‘brechtianas’ do argumento de Glauber”, explica.
O espetáculo não é exatamente um musical, apesar de os atores cantarem ao vivo todas as músicas compostas para o filme. Se considerarmos que um musical é aquele espetáculo em que a música está a serviço do texto, então é um musical. Mas se for dentro do que hoje se entende como sendo o gênero, que são esses grandes espetáculos apoteóticos, não. É uma peça em que a música tem uma função fundamental para que a dramaturgia aconteça. A peça enquanto exercício acadêmico, é extremamente interessante, coesa e de qualidade, mas sentimos falta de se afirmarem como teatro, deixando para trás a referencia ao filme, assumindo a autoria do roteiro e propondo novas emoções das que já vivemos no longa. Com entrada franca, a peça baseada no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol poderá ser vista até o dia 22, de segunda a sexta-feira, às 19h.

Texto: Valter Vanir Coelho, jornalista

Bernarda por detrás dos experimentalismos universitários

Crítica do Espetáculo "Bernarda, por detrás das paredes" do Rio de Janeiro.

“Bernarda, por detrás das paredes” é o terceiro trabalho do Grupo Repertório Artes Cênicas e Cia, fruto da contínua construção duma linguagem bastante usada em cias que deixam a universidade de artes cênicas, e que na ânsia de mostrar o que aprenderam, exageram no construtivismo, na narrativa, e no enfadonho exercicio de interpretação. Lembrando de longe as técnicas do Teatro-dança, mas com o processo corporal fincado nessa técnica, o processo de criação colaborativa se apropria de espaços alternativos para aproximar a platéia, tornando visceral cada gesto, cada olhar, mas também acava revelando a inexperiência dos atores, ou a insegurança deles. Como matéria-prima para a criação do espetáculo foi escolhida a obra de García Lorca, ‘A Casa de Bernarda Alba’. As relações familiares e de gênero são a mola propulsora do jogo entre os dois atores, Nicolas Corres Lopes e Roberta Portela, que manipulam seus corpos para criar e destruir essas nove mulheres e suas angústias diante de uma castidade imposta pela matriarca, Bernarda Alba.  A confusa utilização de trechos da Poética de Aristóteles acaba esvaziando a dramaticidade pesada tão marcada na obra de Lorca, é esse recurso que a diretora-dramaturga Nieve Matos utiliza para criar o distanciamento, tornando a montagem um exercicio teatral, bastante conhecido pelos estudantes das artes cênicas, mas impondo à platéia comum um pseudo exercicio de imaginação e estereótipos. O ponto positivo dessa escolha é manter ao espetáculo a eterna reestruturação das relações ator-espectador, cena-espaço e texto-ação mantendo realmente o texto vivo e dinâmico. (Texto de Valter Vanir Coelho, diretor e professor de artes cênicas)
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pastelão com Recheio de Talento

Crítica de "O Pastelão e a Torta" da Cia Folgazões de Vitória (ES)

A rua é muito democrática, mas impõe seus desejos e suas particularidades. O esforçado Grupo Folgazões faz um espetáculo dinâmico, divertido, charmoso e cheio de talentos, seja na interpretação do ótimo Duilio Kuster, seja no figurino e cenário de extremo bom gosto, funcionabilidade e criatividade, mas como dessas coisas que só acontecem na rua, o espetáculo acaba ficando a desejar, não chegando a emocionar, acaba ficando parado no limbo da história bem contada, bem armada e bem feita, no bojo do bom teatro. Engraçado que tudo no espetáculo é bem feito, bem alinhado e criativo. Se arriscar indicar algum caminho, ousadia minha a um grupo capixaba tão coeso e tradicional, diria que agora que já tem a técnica perfeita, podia investir na emoção, no olho no olho do espectador, na força dramatica, no escracho comico, e até ousar mais, em que? Não sei.Mas falta nessa montagem tão correta, um pouco mais de teatro de rua. O que vêm a ser isso? Que a rua lhes respondam. (Texto de Valter Vanir Coelho, Professor de Artes Cênicas)

O quê é uma Prelência?

Crítica de "A História de Prelência" livre adaptação do texto: "Sobre como essa história quase não foi contada" de Jocemar de Quadros Chagas e Direção: Giselle Flôr
Sabur um velho feiticeiro, decide dar um presente especial, mas não sabe para quem. Por isso decide dar uma missão para Preguiça sua ajudante, ela devera sair pelo mundo e encontrar uma pessoa que seja merecedora desse presente. Assim começa essa linda história teatral maquiada de teatro infantil. Digo maquiada, porque sinopse, publico alvo e publicaçãoes do Grupo 7 Phocus sempre apontam esse espetáculo como infantil, mas podemos dizer que toda a montagem de Gisele Flôr faz caminhar um espetáculo adulto, ou no máximo juvenil. Pegada forte, cores acinzentadas, música de cinema e iluminação densa, assim o grupo quase perde as crianças da platéia, mas não perde, apenas as disciplinam a ficar encantadas, emudecidas e vidradas, mas paralelamente a isso atrai os adultos e boas cabeças alí sentadas. Com uma adaptação inteligente, atuações impecáveis e uma partitura corporal excelente o Grupo carioca transcreve um texto literário para o palco, mostrando claramente que para o teatro infantil, que não imbeciliza sua platéia, fazer uma criança prestar silênciosamente atenção ao palco, começa antes, bem antes, na formação de seus atores. (Texto de Valter Vanir Coelho, Professor de Artes Cênicas).

Concerto para que Nunca Precise ir Embora

Crítica do Espetáculo "Concerto para Um Dia de Ir Embora" da Trupe Cara e Coragem, da cidade de Cabo de Santo Agostinho (PE).


 Luis Navarro (foto) é um dos melhores diretores de teatro da cena nordestina atual, com raras incursões de seus espetáculos ao eixo Rio-SP, que é uma grande pena, pois o "sudeste maravilha" precisa ver urgentemente suas cores fortes e suas dramaticidades complexas e simbolistas. Com uma dramaturgia arquitetada milimétricamente a levar as platéias a emoção, Concerto para o Dia de Ir Embora, trás uma poesia dura dos retirantes na ótica materna. As atrizes (Belly Nascimento e Evania Coppino), extremamente competentes, vão corretamente a procura de suas emoções e personagens, mas acabam coadjuvantes da trilha sonora executada ao vivo, com performances magistrais de Nice Albano e músicos, que por muitas (ou quase todas as vezes)  atingem uma perfeição entre canto e cena, música e teatro, poucas vezes vistas. Por isto, que queria muito que este diretor de teatro pernambucano viesse mais vezes ensinar paulistas e cariocas a timbrar um bom teatro por aqui.  (Texto de Valter Vanir Coelho, Professor de Artes Cênicas)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

João num Pé de Solidão

Crítica de "João e o Pé de Feijão" da Cia Voar de Brasília

Bonecos de todos os tamanhos divertem a garotada com a Cia Voar Teatro de Bonecos no clássico João e o Pé de Feijão. O espetáculo é indicado para toda a família e tem um "q" a mais para os grandinhos que forem assistir, a extrema habilidade de resolver todos as ações dramaticas sozinho do bonequeiro e diretor Marco Augusto (ex-bonequeiro do grupo Bagagem). Curioso que todos os personagens da história de João ganham vida na forma de bonecos, e ainda mais curioso é ver Marco dando conta de tantos elementos em cena, além das movimentações,bonecos coadjuvantes e cenários mutantes, tudo ao mesmo tempo, sem nenhuma barriga e com maquinagens se mantendo escondidas do público, tornando o jogo do "quem opera" um trunfo para o espetáculo. A história fala da curiosidade, fantasia e astúcia de um menino que vence o gigante, acaba com a fome e a aridez do lugar onde mora e consegue mudar o destino da sua família. O conto popular é rico em simbolismo e elementos mágicos, como a semente que brota até o céu, a galinha dos ovos de ouro, o terrível gigante e a harpa encantada. Excelente espetáculo de teatro, e um dos melhores espetáculos de bonecos que temos no Brasil. (Texto de Valter Vanir Coelho, Professor de Artes Cênicas)

Aurora do riso!

Crítica sobre A Companhia de teatro Rataplan com a comédia  ACORDA AURORA,  www.rataplan.art.br

Dois atores, interpretando dois atores, que também são dois palhaços, e que por sua vez dão vida aos clássicos personagens de um dos contos de fadas mais lidos e vistos de todos os tempos A Bela Adormecida, assim é o espetáculo que começa. Teatro narrativo bem feito é realmente uma ode ao prazer, assim suspiramos ao final do espetáculo Acorda Aurora, da Cia paraibana Rataplan. Acrescido a isso figurinos ricos em detalhes, um humor dragqueenesco no melhor sentido da expressão e ainda dois atores afiadissimos, atores esses captaneados por um fino humor onde o escracho dialoga com as piadas elitizadas sem pontes e nem virgulas, mostrando assim que o riso transpõe qualquer barreira de pudor ou estilo numa comédia irresponsável e inteligente, que deixa a platéia frouxa de rir. Os improvisos tão repetidos nessa longa carreira de Netto Ribeiro e Isaú Firmino parecem falas escritas e bem dirigidas, ou vice-versa, as falas desse otimo texto foram tão bem repetidas que parecem improvisos, mais dois grandes méridos destes dois grandes atores. (Texto de Valter Vanir Coelho, Professor de Artes Cênicas)

Brás Cubas de alma mineira

Crítica de "Por caminhos de Brás Cubas" da Cia Intervalo de Belo Horizonte

 
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A genialidade de Machado de Assis, aliada ao talento de Ítalo Mudado, uma das referências do teatro mineiro, só podia dar coisa boa, como a peça Por caminhos de Brás Cubas, inspirada em Memórias póstumas de Brás Cubas, obra maior do bruxo do Cosme Velho. Montado originalmente no ano passado, no ensejo das comemorações do centenário da morte do autor, o espetáculo fez parte da programação do 40º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina, e em seguida foi apresentado no Congresso Internacional Centenário de Dois Imortais, Machado e Guimarães Rosa, realizado na Faculdade de Letras da UFMG.  “Sempre fui fascinado com a obra de Machado de Assis, especialmente por Memórias póstumas de Brás Cubas, que já li diversas vezes, sempre com o mesmo encantamento. Mas, como seria impossível levá-lo por inteiro ao palco, resolvi aproveitar o que, na minha concepção, seria o essencial do romance, seu lado filosófico. Sendo assim, centrei o espetáculo nos capítulos O delírio, Um encontro e O maniqueísmo, além do final do livro, com as últimas palavras de Brás Cubas”, conta Ítalo Mudado. Mineiro de Belo Horizonte, ligado ao teatro desde a adolescência, quando estudava no Colégio Batista, Mudado diz ainda que, como poderia se supor a princípio, a peça não se tornou dissertativa. “Pelo contrário. O pensamento do escritor adquire dinamismo excepcional, graças à ótima interpretação dos atores”, afirma. Com trilha sonora de Marcel Luiz e figurino de Alexandre Colla e Grupo Intervalo, integram o elenco os atores Ana Nery, Daniel Dolabella, Edson Moreira, Marinho Oliveira e Roberto Polido. A iluminação ficou por conta de Marco Túlio Zerlotini. (Texto de Carlos Herculano Lopes - EM Cultura )

Fólclore de Muitos Amores

Crítica do Espetáculo de Rua "Folclore do Amor" da Cia As Lucianas

Um espetáculo dirigido, escrito e atuado por Luciana Ezarani. Talvéz aí,na frase anterior apontamos o grande problema do espetáculo. A direção, texto e a atuação de Ezarani tão evidentes, acaba dando um cansaço a mais na montagem, é como se o espectador assistisse um excesso do ponto de vista desta mesma artista. Com boas atuações, inclusive da diretora, a montagem excede nas tais histórias de amor, mostrando cênicamente tantas que acaba o espectador tendo resistências em vivênciar as últimas delas. A música pontua bem o espetáculo, o mote da história carrega bem seus atores, a maquiagem é carnavalesca demais para a sensiebilidade da história (o amor). A Cia Aslucianas tem força, vóz e garra na rua, defendendo o espetáculo até seu ultimo lampejo, e esse é o maior mérido de seu espetáculo. (Crítica de Valter Vanir Coelho, professor de artes cênicas)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Polícia curtiu isso

A dupla dinâmica: caiu na rede, é cana, peixeFugitivos são presos após se gabarem no Facebook
A dupla dinâmica: caiu na rede, é cana, peixe

Dois criminosos da Austrália perdem tempo demais na internet. Se não, o que explicaria eles serem presos após um deles postar no Facebook sobre a fuga da dupla? Kyle Lynch, 19, e James Sampson, 22, escaparam no sábado (21) de uma prisão na Tasmânia, não se sabe como. Em uma evidência anedótica de que não se deve colocar toda sua vida na web, a página de Lynch na rede social tinha um comentário comprometedor no início deste mês. Em tradução livre, dizia lá que ele "sairá antes do que vocês imaginam, moçada. Agora vai!"

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Advogado de pedagoga de Taubaté admite farsa da megagravidez

A pedagoga Maria Verônica Santos, 25, que dizia estar grávida de quadrigêmeas; veja mais fotosO advogado da pedagoga Maria Verônica Aparecida César Santos, 25, confirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva em Taubaté (140 km de SP) que ela não está grávida de quadrigêmeas.
Enilson de Castro, que assumiu o caso hoje, não revelou o motivo da farsa, mas disse que sua cliente está muito abalada com a situação. Maria Verônica não compareceu à entrevista, mas o advogado disse que ela vai se apresentar à polícia na próxima semana. O local onde está a família será mantido em sigilo, segundo Castro, para evitar o assédio da imprensa. O advogado disse que familiares da pedagoga agendaram uma consulta médica para ela hoje, mas ele não soube dizer com que especialista. O parto estava marcado para hoje, mas quando a data foi se aproximando ela parou de dar entrevistas. A suspeita sobre a megagravidez surgiu após médicos que a atenderam em agosto do ano passado mostrarem exames. Eles disseram que ela não estava grávida na ocasião. Segundo o advogado, ela estaria usando uma barriga postiça de silicone ou de espuma coberta por tecidos para forjar a gravidez. Ela não revelava o nome de seu médico alegando motivos pessoais.  Verônica foi acusada criminalmente for falsidade ideológica por ter mostrado o ultrassom de outra mulher e seu filho em uma reportagem na TV. A mulher diz que uma montagem com quatro imagens do feto estava num blog que mantém desde a gestação. Ela diz que vai processar a pedagoga na Justiça.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mulher com duas vaginas diz que perdeu a virgindade duas vezes


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"Ela afirma ter perdido a virgindade duas vezes. E não foi com o objetivo de valorizar mais o segundo relacionamento sexual: Hazel Jones tem duas vaginas. A moça foi diagnosticada com uma raríssima anomalia – conhecida como útero didelfo – aos 18, depois de um namorado comentar que o seu corpo era um pouco diferente do de outras mulheres. Anos antes, no entanto, já havia tido a primeira pista de que algo estava “errado”: perguntou para a amiga de escola em que cavidade deveria colocar o absorvente interno. Hoje com 27 anos, Hazel afirma que está muito feliz com o próprio corpo e tem uma 'ótima vida sexual.'" via.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Homem tatua o próprio passaporte nas costas

O britânico Richard Ashton, de 27 anos, nunca mais vai esquecer o passaporte. Ele decidiu tatuá-lo em suas costas... A decisão pela tattoo surgiu enquanto estava fazendo um mochilão pela Austrália em 2006. “Queria fazer algo para me lembrar das minhas férias por lá, mas também queria algo patriótico”, contou ao The Sun. Segundo o próprio, a identificação já foi até utilizada para que ele pudesse sacar dinheiro em um banco. “O caixa do banco me olhou de uma forma estranha. Digitou meu nome e alguns detalhes enquanto olhava para a tatuagem e me deixou retirar US$ 50”, disse. Apesar da piadinha no banco, o “passaporte eterno” não pode ser usado para que ele possa entrar e sair de países estrangeiros. Vai ver é porque na tatuagem não dá para mudar a data de validade do documento...

Gravidez de quadrigêmeos pode ser uma farsa

A professora Maria Verônica Vieira, 25, que afirma estar grávida de quadrigêmeos. A mulher de vestido longo que passou as últimas semanas dando entrevistas e posando para fotos exibindo a barriga que, segundo ela, abriga quatro bebês, pode não estar grávida. Uma reportagem do programa "Domingo Espetacular", da TV Record, contestou a gravidez de Maria Verônica Santos, 25 anos, de Taubaté (interior de São Paulo). Segundo o obstetra, Wilson Vieira de Souza, o resultado de um exame ultrassom feito por Verônica em 30 de agosto aponta que ela não estaria grávida. "Eu nunca fiz atendimento de pré-natal de gravidez na paciente Maria Verônica", disse o médico ao repórter. "Nesse ultrassom não constava gravidez", afirmou.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor de Macho

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, deixa Departamento de Investigações da Polícia CivilMacarrão levou Eliza Samudio para ser morta por amar Bruno, diz advogado do goleiro

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, deixa Departamento de Investigações da Polícia Civil. O advogado do goleiro Bruno Souza afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço direito do atleta, teria levado Eliza Samudio para ser assassinada em razão de ter nutrido ciúme dela e por ter desenvolvido sentimento de “amor” ao atleta. O motivo mais forte, elencado por Rui Caldas Pimenta para sustentar a sua tese, seria a tatuagem que Macarrão fez nas próprias costas em homenagem ao goleiro. Você já viu um homem gravar (na pele) uma prova de amor como essa a um amigo? Eu estou com 70 anos e nunca vi. Isso é atípico. E, se é atípico, tem um desvio qualquer nisso. É estranho um homem fazer uma declaração de amor a outro como a que ele fez para o Bruno”, disse Pimenta, aludindo a uma tatuagem que Macarrão carrega nas costas e na qual está escrito: “Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro”. O advogado disse que Macarrão sentia ciúme de Eliza Samudio e ajudou na morte da modelo, com quem o goleiro teria um filho, para “agradar” o jogador. Pimenta ainda afirmou que Luiz Henrique deveria se submeter a exames psiquiátricos forenses para tentar definir a sua preferência sexual. Segundo a Polícia mineira, a modelo foi executada em junho de 2010 pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em sua casa, localizada na cidade de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela teria sido conduzida ao local por Macarrão e por dois primos de Bruno.   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Barriga gigantesca impressiona interior paulista


Grávida de Taubaté vive expectativa de dar à luz quadrigêmeos
Quatro meninas devem nascer até o dia 15 de janeiro
Se um filho costuma trazer alegrias para os pais, imagine o que se passa pela cabeça de um casal de Taubaté. Os gêmeos, na verdade, são quadrigêmeos! O tamanho da barriga de Verônica impressiona. É realmente muito grande. Tão grande quanto a alegria e a surpresa do casal. Em julho, quando a gravidez foi descoberta, a notícia foi de que eram gêmeos. Depois passou para trigêmeos. Até que amigas da futura mamãe levantaram a dúvida. “Minhas amigas começaram a mandar fotos para mim de mulheres grávidas de trigêmeos. E elas tinham razão! Eu agora tenho quatro”.  Verônica é dona de uma escola infantil. As filhas são quatro meninas. Todas vão se chamar Maria. Para facilitar na identificação, cada garotinha vai usar sempre a mesma cor. O pai, que é metalúrgico, sabe que vai ter alguns problemas no futuro, para cuidar de tantas mulheres. “Vou perder o resto dos cabelos que eu tenho!”. Agora falta pouco para a chegada dos bebês. Verônica está na 34 semana de gestação. As quadrigêmeas devem nascer na primeira quinzena de janeiro. Uma gravidez assim, natural, é algo raro. A probabilidade é de uma para cada 520 mil mulheres.
Veja o Video da Barriga Dela, Incrível