Morrendo de sede em frente ao Mar

Crítica do espetáculo "Do Outro Lado do Mar" da Cia do Teatro Gente, de Salvador-BA

Quando sentamos nas cadeiras espaçosas do Teatro José Maria Santos, e olhamos para o palco, a expectativa aumenta: Com alguns pequenos recursos de luz, um pouco de sal grosso (não tão pouco assim), damos de frente a uma praia imensa, mágica e bela, cenário e luz magnificas. É aí que começa o grande espetáculo, que acaba não sendo propriamente a peça teatral que descorre naquele palco, e sim a trilha sonora executada ao vivo, criada e maestrada brilhantemente pelo Mestre Bira Reis, com pesquisa de Ana Bela. Só a trilha já vale a ida ao teatro. Os atores Ana Maria Soares e Everton Machado são excelentes, brincam com nuances, dominam o palco e com a direção de Suelma Costa fazem as figuras mais poéticas com seus corpos. Mas com todas essas qualidades que descrevo acima, era pra ser "o espetáculo", mas não é. Ainda saimos do teatro decepcionados. As enormes qualidades se tornam individuais, não se integram, não se permeiam, não se tornam coletivas. A verborragia do texto do angolano José Mena Abranches parecem ter uma parcela de culpa. A peça não apresenta um climax. Tudo é bom, menos o espetáculo como um todo. Cenário, Luz, Figurino, Atores, Trilha nadam, nadam, mas o público morre na praia.

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